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Desideratha
"No
meio do barulho e da agitação, caminhe tranqüilamente entre a inquietude e a
pressa, pensando na paz que você pode encontrar no silêncio.
Procure viver em harmonia
com as pessoas que estão ao seu redor, sem abrir mão da própria dignidade.
Fale a sua verdade clara
e mansamente e ouça a verdade dos outros.
Eles também têm sua própria
história.
Evite as pessoas
agressivas e transtornadas, elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos
demais.
Julgando-se superior ou
inferior você se tornaria presunçoso ou amargo.
Viva intensamente os seus
ideais e o que você já pode realizar.
Conserve o interesse e o
zelo pelo seu trabalho, por mais humilde que ele seja, ele é um verdadeiro
tesouro na contínua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo o
que fizer, pois o mundo está cheio de armadilhas, mas não fique cego para o
bem que sempre existe.
Há muita gente lutando
por nobres ideais e em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo e,
principalmente, não simule afeição e não descreia do amor: mesmo diante de
tanta aridez e desencanto, ele é perene como a relva.
Aceite com carinho os
conselhos dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da
juventude.
Cultive a força do espírito,
que o protegerá dos infortúnios e surpresas da sorte adversa, mas não se
desespere com perigos imaginários: muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
Portanto, esteja em paz
com Deus, como quer que você o conceba, e quaisquer que sejam seus trabalhos e
aspirações, a fatigante jornada da vida, mantenha-se em paz com sua própria
alma.
Acima das falsidades, dos
desencantos e agruras, o mundo ainda é bonito, seja prudente.
Faça tudo para ser
feliz.
Você é filho do
Universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui.
E mesmo que você não
possa perceber, a Terra e o Universo vão seguindo o seu destino.
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(*) Desideratha é um dos
mais misteriosos escritos da humanidade.
Algumas publicações
atribuem-na a um autor hindu desconhecido,
outros afirmam que vem de
um texto anônimo encontrado
em uma Igreja medieval no
século XV.
Não é uma oração, nem
está ligada a nenhuma religião ou credo.
É apenas uma reflexão
de sabedoria e espiritualidade.