Como é o Amor

COMO É O AMOR

Um dia a gente conhece alguém

que até então não era ninguém,

ele vai se aproximando de

uma forma diferente,

de uma forma meio carente.
Ele começa por entender tudo

que dizemos apóia

tudo que fazemos,

se interessa por tudo que

pensamos e almejamos.

Aos poucos vamos descobrindo
que temos muitas coisas em comum.
Cada dia que passa as

conversas vão se tornando

mais profundas, quando
percebemos já contamos alguns

segredos já mostramos

nossas fraquezas,

dúvidas e medos.
   E o tempo vai passando...

e esses momentos juntos,

cada vez mais vão aumentando.
Começamos a ter a

necessidade de contar as alegria

e o desejo de dividir as fantasias.
Depois queremos

dividir as tristezas,

falar do passado,

 contar dos momentos
que ficaram marcados.

Em todos os instantes queremos

a sua opinião pra
resolver qualquer questão.
Mais adiante queremos falar

 das vitórias mostrar

nossas glórias,

revelar nossos fracassos

 exibir nossas histórias...

e o tempo vai ficando curtinho
para dar  tanto carinho,

receber tanto amor e esquecer qualquer dor.
Esse alguém divide

tudo conosco,

sem restrições,

sem questionamentos,

 por puro prazer e encantamento.
Quando percebemos estamos

completamente dependentes

 dessa convivência,

pois ela preencheu toda a nossa carência.

 Vemos então que não existe

mais ninguém como esse alguém.
Ele sabe dar atenção na hora

 certa e compreender

nas horas incertas.
Ele divide conosco emoções,

ilusões,

sonhos

e sensações.
Ele se faz presente mesmo quando

não está junto da gente,

através de uma canção,

de um poema ou

de uma situação.
Aí...

descobrimos que já é AMOR!
Surgem então as batalhas

a serem vencidas,

 lutas a serem decididas

e todas vão sendo resolvidas.
O coração dispara

cada vez que ele fala,

cada vez que ele chega,

cada vez que ele se cala.
Começamos então a ter desejos,

sentimentos fulminantes

que afloram a todo instante.

Misturam-se então,

alma,

tesão...

uma louca sensação,

irremediável questão.

A cabeça começa então

a não poder mais raciocinar,

 perde o rumo das palavras,

 fica escravizada.
Quando tudo parece perfeito,

começam a acontecer os

momentos de dor
misturados com amor.

Não se sabe mais o que é direito,

não  se percebe mais
o que deve ser feito.
A alma vez por outra

lateja na solidão,

mas essa mesma alma que

chora de tristeza,

 sabe também dar o perdão,

consegue estender

 novamente a mão,

o perdão vem do amor,

esquece portanto a dor.

 Novos momentos de euforia,

 a luz da paixão de novo irradia

 naqueles corações,

 ambos contaminados por emoções.
Faz-se novamente calmaria

e a essência de tudo passa

 a ser só a alegria.
Acontece que os desencontros

voltam a surgir,

os corações voltam a sofrer e
o amor vai ficando abalado,

vai ficando despedaçado.

No fundo da alma no entanto,

o amor continua a acontecer,

a crescer,

a gritar que não quer morrer,

 mas ele coitado,

 desgastado que está,

não consegue suportar mais a dor,

não consegue mais se sobrepor.
Chega um momento que é urgente

que se faça algo para que

esse amor não seja posto de lado,

mesmo separados,

ele haverá de sobreviver <

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de alguma forma e
de alguma forma vencer.

Agora então só restará uma solução,

deixá-lo viver
num passado calado,

numa história de um livro

ou em algum tipo de arquivo.
Amor é assim,

começa sem pressa,

 quer apenas acontecer,  florescer.
Amor quando está agonizando

 não precisa de despedidas,

 não programa partida,
ele simplesmente termina em ruína.
Triste e revoltado o amor

vai ficando amargurado,

decepcionado com o seu
destino e aos poucos vai partindo.
Um dia tudo desaba, acaba,

 numa simples palavra

ou numa vírgula mal colocada.

Aí, só resta a saudade,

resta aquela vontade de voltar

no tempo nem que seja por

um momento e tentar mais

uma vez ser feliz ou ao menos
fazer com que ele saiba

que foi o que a gente quis.